Um navio despedaçado, uma concha vazia, o que é um homem sem consciência, sem memória? Um fantasma? Um corpo em busca de uma alma? Sem algo que nos guie, como podemos nós saber se o nosso destino será caminhar em direcção ao bem ou obedecer aos demónios que suspiram nos nossos ouvidos? Este estado precisa de uma definição. O corpo prospera enquanto o coração tiver uma missão.
jr.
Estamos todos ligados. Juntos por um fio invisível, infinito no seu potencial e frágil no seu design. Contudo, enquanto conectados, somos apenas meros indivíduos. Vasos vazios que podem ser enchidos com infinitas possibilidades. Uma panóplia de pensamentos, crenças. A colecção de memórias e experiências sem sentido. Posso ser eu sem isto? Podes tu ser tu? E se o fio invisível que nos segura juntos se partisse, se quebrasse? O que é que seria de milhões de almas sós e desconectadas? Aí está a grande odisseia das nossas vidas. Encontrar. Conectar. Aproximar. Pois quando os nossos corações são puros, e os nossos pensamentos correctos, somos verdadeiramente um só. Capaz de reparar o nosso frágil mundo e criar um universo repleto de possibilidades.
jr.
Chegou. Paralisei.Todos os meus sentidos estremeceram com tamanha beleza.O seu rosto inigualável traduz tudo o que sonho ou penso.É simplesmente hipnotizante. A sua beleza causa-me arrepios, deixando-me ainda mais louco. A sua voz excita-me. O seu charme arrebata por completo o meu fraco coração. O brilho dos seus olhos é contaminante. O seu sorriso perfeito.
Tony
Existem aproximadamente cerca de 7 biliões de pessoas neste planeta. Cada uma única. Diferente. Quais é que são as hipóteses disso? É a simples biologia e psicologia que determina a variedade? A colectânea de pensamentos, memórias, experiências que está gravada na nossa identidade? Ou é algo mais do que isso? Talvez haja um plano superior que guie a criação ao acaso. Algo desconhecido que habita na alma, e oferece a cada um de nós um único leque de desafios que nos ajuarão a descobrir quem realmente somos.
jr.
Por cada ser amaldiçoado por consciência própria, resta uma questão sem resposta. Quem sou eu? Lutamos para encontrar conexões nos outros. Somos o amigo carinhoso, o pai amoroso, a mãe devotada, a criança protegida. Lutamos e amamos na esperança de que de alguma maneira, juntos, possamos entender o nosso papel no universo. Mas no fim, ninguém consegue compartilhar a nossa dor. Cada um de nós sozinho, deve fazer a pergunta. Quem sou eu? O que significa estar vivo? E na vasta infinidade do tempo, o que importo eu?
jr.
Seguem-se gerações, pai e filho, mãe e filha. Quando um se vai, outro se segue, destinado a repetir cada erro, cada triunfo. Como é que veríamos o mundo sem esta descendência? Os mesmos medos, os mesmos desejos? Vimos então um exemplo a seguir ou um aviso ou algo que devemos evitar? Escolher viver como eles fizeram, simplesmente porque é o que sabemos, ou porque queremos criar uma identidade própria? E o que acontece quando descobrimos que eles são uma desilusão? Poderemos escolher outros? As nossas mães, os nossos pais? Ou o destino encontrará um caminho para nos levar de volta? De volta ao conforto da nossa família?
jr.
Ao sexto dia, Deus criou o Homem à sua própria imagem. Agora cabe nos a nós desvendar isso tudo. Certo... errado... bem... mal. Em cada um de nós há a capacidade de decidir o que move as nossas acções. Então o que é isso, que nos faz escolher o altruísmo, a necessidade de nos dedicarmos a algo grande, enquanto outros conhecem apenas o seu interesse, isolando-se de um mundo da sua própria criação? Alguns procuram o amor, mesmo que não correspondido, enquanto outros são conduzidos pelo medo e pela traição. E há aqueles que vêem as suas escolhas como prova da ausência de Deus, enquanto outros seguem um nobre caminho. Mas no fim, bem, mal, certo ou errado... o que escolhemos nunca é realmente o que precisamos. A verdadeira dádiva de Deus foi deixada para trás.
jr.
Começa com luz e acaba com luz. E no meio há escuridão. Nada que esteja para além da esperança, nada que possa ser dado como impossível. Nada deixou de ser imaginado desde Zeus, pai do Olimpo, que fez da noite o dia, escondendo a brilhante luz solar, e fazendo chover a escuridão sobre o Homem.
jr.
Quando a Lua passa por entre o Sol e a Terra, um estranho fascínio aparece e de repente tudo é possível. O seu poder é inegável; a sua beleza, hipnotizante; a sua atracção, bíblica; o seu significado, desconhecido; e tão rápido como vem, desaparece, deixando-nos apenas a coexistir com a nossa insignificância perante Deus.
jr.
Uma criança nasce inocente e caminha para o bem. Porque é que então muitos de nós caminham terrivelmente para o mal? O que é que faz com que alguns caminhem para a escuridão, enquanto que outros escolhem a luz? Será a sua vontade? Será o destino? Poderemos mesmo ter esperança de algum dia entender as forças que moldam a alma? Para lutar contra o mal é preciso primeiro conhecê-lo. Teremos então que recuar no tempo e encontrar a tal bifurcação em que heróis seguem um caminho e vilões seguem outro.
jr.
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